quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Bailes, fantasias, rock, cerveja e pepsi?...


Enfim mais um ano de "Enquanto isso na Sala da Justiça...", a mesma vibe crescente depois de 15 anos de sucesso.
Lembro da primeira vez em que fui a este evento, na fábrica Tacaruna, replanejada, na época, para receber tais festas. O que posso adiantar é que não entrei, nesta primeira vez citada, pois vendi os ingressos que havia ganhado da sobrinha da cunhada, da prima da vizinha de cima de minha avó?!?!?! - ou seja, alguém de quem não conheço e nem lembro - preferindo ficar de fora com amigos curtindo os shows de Seu Jorge, dentro da Sala da Justiça, e o show apoteótico dos Rolling Stones, este em Copacabana - em uma imagem feia da porra, na TV portátil que estava no carro.
As principais lembranças desta festa, ainda que a parte, e que me marcaram, são elas:
as fantasias mais malucas e criativas, surgindo a todo o momento - não se podia nem piscar, ou virar a cabeça para ver o Super-homem beijando uma Mulher Maravilha, ou até um Batman se agarrando com um Robin - mostrando a que se veio a festa; a tranquilidade apresentada pelo público, o mais democrático e irreverente possível; por último não posso deixar de esboçar o quanto é indigno o preço dos ingressos( R$60,00 por um ingresso inteiro e R$30,00 por estudante/meia-entrada, que por sinal já estavam esgotados quando cheguei).
Não sei por que foram começar os shows tão tarde. Mart’nália "pra variar" fez uma apresentação muito boa, cantando fantasiada como "Zorro", compenetrada no estilo da festa e com um repertório bem eclético; a Nação Zumbi, que a meu ver deixou a desejar em sua gravação do DVD no Marco Zero, conseguiu instigar a galera até a quinta música, ou a sexta, para depois cair em morgação - valeram as apresentações de BNegão e Fred 04, que por sinal fizeram todos pular -; finalmente a Banda Eddie, com seu "Original Olinda Style" não faz feio nunca, sempre levantando a galera, mesmo aqueles que estavam dispostos a curtir seu som a quase 06:00 da manhã.
Finalizando, e já com sono, as fantasias são as estrelas da noite, marcada por fotos entre gente que nunca se viu, apenas para marcar na lembrança de ambos. O que não faltou de gente de cueca, a La Borat, ou das mais “normais” no carnaval como vampiros, noivas, “Skolteiras”, gente de pijamas, mulheres maravilha, piratas (dos dois gêneros), gente sem fantasia (feito eu) e até um ou outro super-herói improvisado com criatividade (Super-Mercado, criado pelo meu irmão).
Resta aguardar agora o próximo ano que contará com mais gente e com mais loucuras e com a presença ilustre do Homem – Tupperware (mais conhecido nosso como “Tapaué”).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

E o carnaval chegou...


Nossa terra abençoada mais uma vez se encontra as vésperas de sua mais famosa e aguardada festa.
Bem é verdade que as opções de divertimento e lazer nesta época são as mais variadas e divertidas de nossa região - uma verdadeira "muvuca" com os tantos ritmos e balanços, quanto o número palavras em um Aurélio. Vivemos, os recifenses em uma panela cultural das mais visadas e enaltecidas do mundo. Toda esta mistura que não perde seu sabor, transforma o carnaval de Pernambuco em uma zona de convergência da multiculturalidade e seus temperos mil.
Temos artistas e congregações vivenciando a semana carnavalesca em uma levada sobrenatural, que para acompanhar é necessário muito azougue, macaxeira, carne de sol, ou até cerveja com espetinho de gato - pra tapiar a fome no Recife Antigo.
É a única época do ano em que não nos importamos de ver um maracatu de Nazaré da Mata - minha saudade - abrindo o show para Ivete Sangalo, ou vermos o Araketu ser a principal banda de um bloco de carnaval nas ruas de Recife.
É uma data para relembramos as marchinhas e canções belas compostas a tantos carnavais passados, celebrando a boemia e a "putaria" dos trotes e pegadinhas, - no bom sentido, porque não.
Não podemos nos esquecer de também celebrar o início do ano brasileiro, que ao contrário de outros países só começa após a quarta-feira de cinzas; a saudade de Chico Science e Capiba - que apesar de diferentes marcaram, e marcam, nossos blocos.
Enfim, neste "espaço cultural" pernambucano, um carnaval como este não há igual, como diz o Torreiro.